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Ultimamente andava a ouvir um zunzum sobre a escritora portuguesa Carina Rosa, e lá nas minhas pesquisas encontrei que o seu último romance, As Gotas de um Beijo, tem deixado diversos leitores maravilhados.

 

 

Carina Rosa nasceu em Lisboa no dia 10 de Abril de 1986 e vive no Algarve, na cidade de Loulé. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade do Algarve e trabalhou em jornalismo de imprensa, numa rádio e numa televisão online. A escrita é uma paixão de criança que foi crescendo e que tomou forma em 2012, ao publicar «O Intruso», o seu primeiro romance, e desde então não tem parado de escrever. Afirma que as letras são sonhos de um escritor e de um leitor, uma estreita relação num mundo imaginário, mas real, que toca quem escreve e quem lê com um laço invisível de sentimentos. Aos 18 anos, integrou a Selecção Nacional de Trampolins e Desportos Acrobáticos, pelo Louletano Desportos Clube, participando em várias competições internacionais, e é hoje técnica de Ginástica Acrobática. «As Gotas de um Beijo» é o seu segundo romance.

 

Para quem não conhece a sua mais recente obra, encontra aqui a oportunidade de conhecer, pois não poderíamos de deixar de entrevistar esta escritora portuguesa.

 

Chuva de Letras: Carina, o que nos podes dizer de ti?

 

Carina Rosa: Sou uma pessoa muito tímida e reservada e gosto de me refugiar nas artes para ser feliz. Isto inclui a ginástica, a dança ou as palavras. Vou roubar a primeira frase do livro «Uma vida ao teu lado», de um dos meus autores favoritos, Nicholas Sparks, para descrever a forma como me sinto, por vezes. «Às vezes penso que sou a última da minha espécie». Não é inteiramente verdade. Tenho conhecido autores e outras pessoas tão apaixonadas pelas suas paixões como eu, mas é triste ver o quão, hoje em dia, os jovens estão perdidos quanto àquilo que fazem ou querem fazer da vida. As novas tecnologias viciantes roubam-lhes o prazer de pensar e criar pela própria cabeça, roubam-lhes o convívio com os outros e a observação daquilo que os rodeia. Os facilitismos da era em que vivemos estão a matar os nossos jovens, a pouco e pouco, e temo ver, daqui a alguns anos, os livros do passado a apodrecer nas prateleiras, sem que nenhum deles os tenha lido, e as canetas a perderem cada vez mais a sua utilidade, porque nenhum deles saberá para que servem, ou terá disposição para tentar saber. Não saberão ler, nem escrever correctamente, porque o Word numa página aberta de computador fará isso por eles e corrigir-lhes-á os erros automaticamente. Acho que estamos a ficar menos inteligentes e fracos, porque o caminho fácil é contagiante e arrasta-nos em cadeia, um ser-humano atrás do outro.  Para onde nos leva? Para o abismo, diria eu. Existem hoje poucas paixões como as da minha geração, as anteriores ou as poucas seguintes, escassos objectivos e metas a cumprir. Os tempos mudaram, é verdade, mas há uma essência no ser-humano que deveria permanecer inalterável. Temos de continuar a lutar por aqueles que nascem hoje e que crescem amanhã. Não quero ser uma estranha, que se refugia por detrás de personagens e de histórias de amor para fugir a uma realidade cada vez menos interessante. Quero ser uma entre muitas outras, não estranhas, mas sonhadoras e lutadoras. Acho que é isso que sou: uma apaixonada pela vida e por aquilo que amo fazer, e sobretudo uma lutadora que tem objectivos a metas a cumprir. Não deixo morrer os sonhos, mas confesso que, por vezes, sou demasiado exigente comigo mesma. O que mais posso dizer? Gosto do meu cantinho, da minha solidão, de pouca confusão e do recanto do lar. Gosto da minha família, dos meus amigos e de ter tempo para mim. Gosto de ter tempo para as palavras, para me expressar numa folha de papel e para fazer sonhar aqueles que me lêem.


Chuva de Letras: De onde surgiu a motivação para ser escritora? Alguém te influenciou?

 

Carina Rosa: Ninguém me influenciou a escrever, mas sim a ler. A minha mãe sempre me comprou muitos livros e desde criança que me habituei a ter as prateleiras cheias de novas histórias, nas quais eu me viciei. Não acredito quando uma pessoa me diz: “Eu não gosto de ler”.  Acredito sim que me digam: “Eu nunca tive oportunidade de ler”. Penso que só quem nunca leu pode afirmar que ler é mau, que é entediante ou que não dá prazer. Ler é a melhor forma de conhecermos o mundo para lá das quatro paredes da nossa casa, mesmo sem sairmos do sofá. É a melhor forma de sonhar, no fundo, de nos fazer apaixonar. Não creio que um filme que passe na televisão seja mais contagiante do que um livro, nem que transmita mais emoções. É impossível. Viciei-me na leitura de tal forma que queria um novo livro a cada semana e a paixão pelas letras acabou por fazer parte da minha vida. Comecei a apreciar a escrita de uma forma peculiar, tal como a leitura. Acho que ambas se complementam, no fundo. Os livros não eram para mim um mero entretenimento. Eu dava por mim a desejar fazer o mesmo: escrever e bem. Comecei a fazê-lo, em espécies de diários e poemas de amor, e uma das minhas professoras na escola primária escreveu num dos meus cadernos: “Sempre que quiseres escrever, escreve”.

 

Chuva de Letras: Revela-nos um pouco sobre As Gotas de um Beijo. O que os leitores podem encontrar nesta tua segunda obra?

 

Carina Rosa: «As Gotas de um Beijo» é uma história de amor e de amizade que envolve personagens maduras, entre os 35 e os 45 anos. É um ponto interessante na história, porque ainda não cheguei a essa maturidade, pelo que foi um desafio fazê-lo. Trata a história de personagens com as suas vidas construídas, ou destruídas, numa fase da vida em que cada uma necessita de começar de novo. É um triângulo amoroso que gira à volta de Laura, David e Diana, mas que vai muito além disso, focando a relação de amizade entre dois dos personagens principais e a sua evolução, quando os sentimentos se confundem e se destroem. O facto de David ser a personagem principal foi outro dos desafios, porque é um homem e não é fácil colocar-me dentro da cabeça de um homem, muito menos com a maturidade e a experiência de vida que ele tem. David é um homem solitário, desde que o seu casamento de vinte anos terminou. Dirige um stand de automóveis onde se refugia de tudo aquilo que lhe faz mal e apoia-se em Diana para sobreviver à solidão. Diana é uma amiga de longa data que ele considera irmã, mas a dada altura da história, os seus sentimentos vão confundir-se e evoluir para algo mais, que nenhum dos dois espera. Confesso que adorei escrever todas as cenas que os envolvem, porque me permitiram dar o melhor de mim ao nível das emoções e dos sentimentos, aquilo sobre o qual mais gosto de escrever. Mas não falo só de amor. A obra contém, ainda que subtilmente, o tema da violência doméstica e é aí que surge Laura, uma mulher jovem e corajosa que vai apaixonar-se por David. Mas será seguro que também ele se apaixone por ela? Ela não é bem aquilo que aparenta, nem mostra tudo aquilo que tem, e é uma das minhas personagens favoritas, com aquele fogo que nenhum outro personagem dá à história. Eu diria que é um enredo simples e bonito, cheio de emoções fortes, romântico e sonhador, e é uma história que vou guardar para sempre no coração.

 

Chuva de Letras: De onde vem as tuas personagens? Foram inspiradas em pessoas reais ou em factos?

 

Carina Rosa: Em relação a esta obra, duas das personagens principais foram baseadas em pessoas reais, embora no momento em que comecei a descrevê-las, se tivessem transformado dentro da minha cabeça. Quando penso nelas, não vejo as pessoas que conheço, mas aquelas que criei. A Laura é completamente fictícia e a história também o é, embora tivesse pegado em pequenos factos que observei e acabei por transformar.


Chuva de Letras: Quais os teus projectos futuros?

 

Carina Rosa: Continuar a escrever, acima de tudo. Fazer desta paixão um sonho e poder mostrá-lo ao mundo. Aquilo que me move, no final de tudo isto, é o prazer que tenho ao criar uma personagem, uma história e mil sentimentos. O querer mostrá-lo aos outros é já um pedido de reconhecimento. É óptimo quando os leitores gostam do que escrevemos e nos elogiam e pedem mais, mas nada é melhor do que nos apaixonarmos pela história que criamos e nos esquecermos de que é apenas um livro. É isso que acontece quando gosto do que escrevo. Acima de tudo, escrevo para mim mesma, para que eu goste, mas é uma sensação fantástica quando conseguimos, igualmente, alimentar os sonhos dos outros. Estou a trabalhar, de momento, nas melhorias de um novo romance, e tenho outro escrito, no género policial. Os meus objectivos são chegar àquilo que eu quero em termos de história, tendo em conta a minha evolução como autora, e poder mostrar o meu próximo trabalho ao mundo, quando ele estiver preparado. Acima de tudo, não quero desiludir os meus leitores, mas melhorar, sempre, e fazê-los felizes com as minhas histórias.

 

Para quem quiser aproveitar para comprar As Gotas de um Beijo, está de momento em vigor uma promoção imperdível!

Basta contactar a própria autora para o endereço electrónico carinapereirarosa@hotmail.com e fazer a sua compra!

O blog Chuva de Letras recomenda!

 

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Milhões de pessoas leram Os Filhos da Droga, o testemunho impressionante da adolescente Christiane F. nunca deixou de ter um impacto imenso por todo o mundo desde que foi publicado pela primeira vez. 

Este mês, a editorial Bizâncio tem entre algumas novidades, o livro A Minha Segunda Vida sobre Christiane F.

Com 288 páginas e o PVP de 15€, o leitor tem a oportunidade de saber as várias etapas da vida da escritora até hoje.

 

 

 

A vida de Christiane F. deu a volta ao mundo. Milhões de jovens cresceram com as confissões trágicas desta adolescente alemã, de 13 anos, drogada, prostituta. E depois? Qual foi o seu destino?

 

Trinta e cinco anos mais tarde, Christiane F., hoje com 51 anos, fala-nos dos tempos que se seguiram à publicação do livro Os Filhos da Droga e das diferentes etapas da sua vida até aos dias de hoje: os anos felizes na Grécia, depois de ter estado presa, o combate constante contra a dependência, o convívio com os seus ídolos do rock&roll e os momentos de felicidade com o seu filho, Phillip. Sem subterfúgios, tendo como pano de fundo o mundo da droga e as relações que se estabelecem, aquela que o mundo conhece como Christiane F. conta tudo neste livro, com uma franqueza surpreendente.

 

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A Menina dos Ossos de Cristal

Um Testemunho Apaixonante

 

Os ossos de Ana Simão partem-se sozinhos. Frágeis como vidro, escondem a garra e determinação de quem não se deixa vencer pelas contrariedades da vida. Ana Simão é a autora de «A Menina dos Ossos de Cristal», o livro do Clube do Livro SIC, que chega às livrarias a 19 de Fevereiro.

 

Um testemunho real e apaixonante de uma menina que venceu todo o sofrimento e se fez mulher numa história de luta e persistência. Em «A Menina dos Ossos de Cristal», Ana Simão conta a vida de Inês, a menina que foi um dia, que nasceu com uma doença rara tatuada no código genético: Osteogénese Imperfeita (OI). Nome feio para uma doença, como se houvesse nomes bonitos para as doenças.

 

“Todos te ficaram a conhecer pela enfermeira, não por teres essa patologia, mas sim porque havia muito tempo não nascia ali no hospital um bebé tão bonito, rechonchudo e com uns olhos tão azuis. Sim, olhos azuis, de mar e de céu quando o sol brilha. Mal sabiam eles que os teus olhos azuis, ou melhor, as escleróticas dos teus olhos azuis eram uma das características da tua doença. Nos teus olhos, havíamos sempre de ver o mar”.

 

Vulgarmente conhecida como a doença dos ossos de vidro, a Osteogénese Imperfeita é uma doença congénita, rara, que se caracteriza por fracturas espontâneas e frequentes dos ossos. Segundo a Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita (APOI), esta doença tem uma incidência estimada em uma em cada dez ou quinze mil pessoas. Números escassos, dos quais também fazem parte a autora de «A Menina dos Ossos de Cristal».

 

«A Menina dos Ossos de Cristal» é muito mais do que um livro sobre a experiência desta doença. É um livro sobre a vontade de viver uma vida plena, cheia de amor, superando as mais injustas e feias adversidades. Um grande livro de Ana Simão.

 

A poucos dias do Dia Mundial das Doenças Raras, que se comemora a 28 de Fevereiro, a Guerra e Paz Editores apresenta este testemunho pessoal que tem tanto de enternecedor como de doloroso. Um retrato fiel de uma realidade que não se pode ignorar, por mais rara que seja.

 O lançamento do livro «A Menina dos Ossos de Cristal» realiza-se a 1 de Março, às 16h00, no espaço de restauração do W Shopping, em Santarém. Com apresentação de Laurinda Alves e de Maria do Céu Barreiros, presidente da APOI.

 

Sobre a autora:

Ana Simão nasceu em 1965 em Santarém. É portadora de uma doença rara, Osteogénese Imperfeita (OI), vulgarmente conhecida como a doença dos ossos de vidro ou de cristal. 

É licenciada em Gestão de Recursos Humanos, com uma pós-graduação no ISCTE. Trabalhou na Câmara Municipal de Santarém, onde exerceu funções na área da cultura, turismo e acção social. Escreve para a revista da APOI (Associação Portuguesa de Osteogénese Imperfeita) e para a Associação Salvador. Depois de quase 25 anos de trabalho e 3 de sucessivos internamentos hospitalares, viu-se obrigada a uma aposentação por invalidez. Mas foi nesse momento que descobriu que há milagres e que a escrita, se não salva ninguém, lhe dá esperança e alegria para continuar. A Menina dos Ossos de Cristal é o seu inspirador testemunho de vida, que agora quer partilhar.

 

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Resultado do 1º Passatempo do Chuva de Letras

por Tânia Breda, em 10.02.14

Aqui está o resultado do passatempo que em colaboração com a editora Bizâncio, o blog Chuva de Letras tinha para oferecer um exemplar do livro O Cerco de Leninegrado de Michael Jones.

 

 

O passatempo terminou ontem, dia 9 de Fevereiro às 23h59.

Neste passatempo contámos com 66 participações válidas.

 

As respostas correctas às perguntas eram:

 

1. Os habitantes da cidade testemunharam os actos...

Resposta: mais vis de miséria humana e os mais nobres actos de solidariedade.

2. O que foi disponibilizado recentemente?

Resposta: muitos dos diários, poemas e pinturas feitos durante o cerco.

 

A vencedora do passatempo é:

Nº 59: Daniela Pereira (Esmoriz)

 

Parabéns Daniela!

Obrigado a todos aqueles que participaram neste passatempo.

Estejam atentos, esta semana haverá mais... ;)

 

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Estou a ler...



Tabela de Classificação:



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