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Cruzeiro Seixas é o senhor que se segue 

 

Artista plástico, comprometido com uma estética surrealista, a que se ligou no final dos anos 40 e da qual nunca mais abdicou, Cruzeiro Seixas está ligado aos momentos mais marcantes e revolucionários da vida artística portuguesa dos últimos 50 anos. Reúne, pois, todas as características para fazer da parte da colecção “o fio da memória”, que a Guerra e Paz edita em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores.

 

Numa entrevista única a José Jorge Letria em A Liberdade Livre, Cruzeiro Seixas fala de tudo, sem reservas. Com humor e irreverência. Com liberdade.
Fala das suas viagens pelo mundo e da sua vida durante quase 20 anos em Angola, fala da sua paixão por África e fala, claro, da sua criação artística, assim como do mergulho na etnografia e nas “artes primitivas” que invadem toda a sua obra.

 

 

«Nós hoje notamos que há uma ânsia enorme. Eu costumo usar a imagem de que o “mundo está grávido”, e nós estamos, talvez, no melhor dos casos, a assistir a um parto laborioso, que é o parto de uma coisa que ainda não sabemos o que é ou o que vai ser. Porque até aqui a ideia de liberdade estava ligada à República, estava ligada ao comunismo, estava ligada à religião, e tudo isso correu mal, ou de certa maneira, insuficientemente. O que se terá de se inventar agora, naturalmente a partir do surrealismo (mas ninguém quer, porque ainda não há gente suficiente para acreditar nisso) é a ideia de uma outra liberdade, mas isso a partir do surrealismo.»

Cruzeiro Seixas, excerto deste seu livro

 

Este é o terceiro livro desta colecção. No próximo volume João Abel Manta falará da sua vida e obra.

 

 

 

Cruzeiro Seixas: A Liberdade Livre

Diálogo com José Jorge Letria

15x20

136 páginas

13,99 €

Não Ficção/Biografia

Nas livrarias a 16 de Abril

Guerra e Paz Editores | o fio da memória

 

Sinopse

Artur Cruzeiro Seixas é um artista livre. É poeta, é pintor, por esta ou por outra ordem, de preferência pela desordem que se queira.

Neste livro, em entrevista a José Jorge Letria, Cruzeiro Seixas fala de tudo, das suas viagens por vários continentes, da sua paixão por África, da sua participação e forte envolvimento nos movimentos surrealistas, da sua criação artística. Fala com humor, irreverência, sem reservas.

Isto é, fala com liberdade, com a liberdade livre que é seu apanágio. Uma e a mesma fidelidade perpassam nas palavras deste artista, a fidelidade à criação, e a total abertura à descoberta ou, como ele diz: «O mundo está grávido de algo que ainda ninguém sabe o que vai ser.»

 

Biografia do autor

Cruzeiro Seixas

 

É um artista plástico, comprometido com uma estética surrealista, a que se ligou no final dos anos 40 e da qual nunca mais abdicou. Viveu intensamente. Viajou pelo mundo e radicou-se em Angola durante quase 20 anos. A vivência de África e o mergulho na etnografia e nas «artes primitivas» invadem toda a sua obra.

É poeta. Os seus Desaforismos, tão belos como haikus, deviam ser lidos nas escolas como forma de abrir as mentes: «Por toda a parte há sonhos a empurrar outros sonhos para o abismo.»

 

Sobre a colecção

o fio da memória é uma colecção que quer preservar uma património cultural precioso: vida e obra de grandes artistas, escritores e pensadores portugueses. E quer fazê-lo de uma forma simples: dando voz aos próprios.

Numa entrevista conduzida por José Jorge Letria, o artista plástico e poeta Cruzeiro Seixas fala de si, da sua obra e do seu tempo. É a liberdade em discurso directo.

 

Próximo volume: João Abel Manta

 

 

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