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Em 1904 abriu as portas a primeira sala de cinema do país. Falamos de Cinema Ideal, “o melhor e mais antigo animatógrafo de Lisboa”, localizado ali mesmo no coração da cidade, junto à Praça de Luís de Camões, no Bairro Alto. São 110 anos de filmes e histórias, agora eternizados em «O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa», de Maria do Carmo Piçarra, um livro que é editado já na quarta-feira, dia 21.

 

Com um percurso que se confunde, em Portugal, com a da exibição cinematográfica popular, o Cinema Ideal fez história com a invenção do “animatógrafo falado” e revelou António Silva. Foi o primeiro sonoro de René Clair a introduzir esta atracção no “Loreto” mas não travou a decadência da sala, gerida, desde a instauração a República, pela Costa & Carvalho e progressivamente preterida em favor dos salões luxuosos ou dos grandes cinemas das avenidas.

 

Proprietária do espaço onde funciona o Cinema Ideal desde 1926, a Casa da Imprensa assume agora, com a Midas, a aposta na requalificação do espaço e da programação desta que é a mais antiga sala de cinema do país, pioneira na organização de festivais e ciclos de cinema, bem como na divulgação de cinema de autor e no apoio ao novo cinema português.  

 

«O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa» conta-lhe o percurso mútuo destas duas entidades, com olhos postos num futuro ainda mais brilhante e distinto.

 

Sinopse

Há 110 anos a mostrar filmes, o Ideal tem uma história que se confunde, em Portugal, com a da exibição cinematográfica popular. Quando a Casa da Imprensa – Associação Mutualista se tornou, em 1926, proprietária do prédio onde funciona, o Ideal já não era um cinema de estreia. Antes, fez história com a invenção do «animatógrafo falado» e revelou António Silva. Foi o primeiro sonoro de René Clair a introduzir esta atracção no «Loreto» mas não travou a decadência da sala, gerida, desde a instauração da República, pela Costa & Carvalho e progressivamente preterida em favor dos salões luxuosos ou dos grandes cinemas das avenidas.  A Casa da Imprensa assume agora, com a Midas, a aposta na requalificação do espaço e da programação da mais antiga sala de cinema do País. Honra o pioneirismo da associação na organização de festivais e ciclos de cinema, na divulgação do cinema de autor e no apoio ao novo cinema português. E reivindica uma acção que quis contrariar a censura do Estado Novo. É esta história que aqui se conta. 

É este passado – o do Ideal, sala de cinema popular, e o da associação de jornalistas que, desde 1962, assumiu a divulgação cinematográfica como missão – que converge num «acto de Primavera». O Cinema Ideal renasce como um espaço de exibição cinematográfica a pensar no futuro, assumindo-se cinema de bairro, como sempre foi, mas cinema do mundo e com mundo.

 

Biografia da autora

Maria do Carmo Piçarra

É jornalista, investigadora e professora universitária. Doutorada em Ciências da Comunicação, é autora, entre outras publicações, de Salazar vai ao cinema, em dois volumes, e coordenadora da trilogia Angola, o Nascimento de uma Nação. Co-edita a ANIKI – Revista Portuguesa da Imagem em Movimento.

 

O livro O Cinema Ideal e a Casa da Imprensa pode ser adquirido a partir de 21 de Maio pelo PVP de 14,00€.

 

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