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Depois de Quando o Cuco Chama e Silkworm, J. K. Rowling tomou o gosto por escrever policiais e está confiante em que a personagem do detective Cormoran Strike irá protagonizar uma série de livros ainda mais extensa do que a que tem como herói o jovem feiticeiro Harry Potter.

 

A autora criou a personagem de Cormoran Strike em Quando o Cuco Chama  (2013), editado em Portugal pela Presença, livro que assinou com o pseudónimo Robert Galbraith e que assinala a sua estreia na ficção policial. Em Junho passado, lançou o segundo romance protagonizado pelo detective, Silkworm.

 

Em Harrogate, onde participou este fim-de-semana num festival dedicado à ficção policial, Rowling previu que o número de livros protagonizados pelo seu detective virá a ultrapassar os sete que dedicou a Harry Potter.

“Uma das coisas de que gosto nos policiais é o facto de estarmos a falar de histórias independentes, e não, como em Harry Potter, de um arco narrativo com um princípio e um fim”, explicou a autora. “Enquanto um detective for vivo”, acrescentou, "pode-se continuar a dar-lhe casos para resolver”.

 

 

 

O detective criado por Rowling, Cormoran Strike, é um ex-militar que perdeu um pé na explosão de uma mina terrestre no Afeganistão e que vive em condições algo precárias. Para o ajudar a resolver os casos, Strike, cujo pai é uma estrela da música rock, tem uma jovem secretária, Robin. As relações simultaneamente cúmplices e tensas entre ambos são uma das atracções destes livros.

 

Depois de resolverem o suposto suicídio de um modelo em Quando o Cuco Chama, Strike e Robin investigam, em Silkworm, o desaparecimento de um escritor de sucesso.

 

“Sempre gostei muito de ficção policial, e os livros de Harry Potter são muito inspirados pelo género”, disse Rowling, que conversou ao vivo, em Harrogate, com a autora policial escocesa Val McDermid, cujos livros – e designadamente a série protagonizada pelo dr. Tony Hill – têm sido publicados em Portugal pela editora Gótica.

 

“Em muitos aspectos, os livros de Harry Potter são whodunitsdisfarçados", observou a autora. “Gosto desses livros da idade de ouro do policial, e foi isso que tentei fazer: algo no genuíno estilo whodunit [corruptela da expressão inglesa “who has done it?”, usada para designar a ficção policial de tipo dedutivo], com um número limitado de suspeitos, mas que fosse muito contemporâneo, muito actual, com personagens e histórias credíveis”.

 

Fonte: Público

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